Na Terça-feira depois de um dia de trabalho decido ir até ao cinema com mais uns colegas.
Na pressa de arrumar as coisas não consigo encontrar as chaves do carro!!! =|
Mas eh na boa! Se calhar deixei-as no carro! Vamos lá ver!
Chegando lá... as chaves não só tinham ficado no carro como tinham ficado penduradas na fechadura da porta do condutor! Do lado de fora!
A minha sorte foi uma senhora simpática e honesta ter reparado nelas, guardado e deixar lá um papel com o seu número de telefone!!!
Acontece que já era perto das 19h e tinha alguns colegas meus a espera por mim no cinema. Além do mais não queria incomodar a senhora nem o Miguel que estava comigo. Por isso disse-lhe que eu não precisava das chaves do carro e que ela mas podia dar no dia seguinte. (coincidência: ela trabalha no mesmo edificio que eu!)
E assim foi! Fui ao cinema! Jantei e depois alguém me foi levar a casa!
Tudo corria bem até que.......................
AS CHAVES DE CASA ESTAVAM JUNTO DAS CHAVES DO CARRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Sem stress.
Voltei a telefonar ao Miguel e dormi em casa dele nessa noite!
Este fim-de-semana a Ana e a mãe dela vieram-me visitar ao Porto... (na realidade vieram ao IKEA e aproveitaram para me ver).
Depois de visitar o IKEA na sexta-feira o sábado foi passado em casa a ver televisão e a relaxar.
Mas do que eu vos quero falar é do Domingo!
Dia Maravilhoso!
O céu estava cinzento e a temperatura amena. Não batia sol directo nem fazia vento!
Depois de almoçar decidimos ir beber um café na foz do Douro. Chegando lá tomamos o nosso café na pastelaria habitual e cada um de nós comeu um chocolate para acompanhar hihihi.
Depois disso, e porque estava muito barulho lá dentro decidimos dar um passeio junto à praia.
E é aqui que entra o bom da história. Ao passar pelo bar da praia da Luz estava um moço a cantar,a o vivo, música popular Brasileira - o que é talvez o género de música favorito da Ana - razão que nos levou a sentar e não olhar ao 2€50 que pagámos por uma garrafa de água.
Ficamos lá quase 2 horas a ouvir o moço cantar. Ele era muito bom.
Deixo-vos aqui um cheirinho do que se cantou lá:
Depois de uma ausência prolongada aqui estou eu novamente.
Resumidamente:
No final de Junho passei uma semana em Lisboa para assistir a minha mãe no pós-operatório (hérnia)
Em Julho voltei ao trabalho. Muita coisa, muita confusão, pouca paciência depois de chegar a casa...
Nas duas primeiras semanas de Agosto voltei a Lisboa para seguir de perto a cirurgia e o pós-operatório do meu avô a quem foi detectado cancro no estômago...
Hoje é dia de São João... O que significa que ontem foi a noite de São João =D.
O São João aqui no Porto é festejado com grande intensidade. Tem as famosas Sardinhas, típicas das festas dos Santos, tem um mini-desfile ou mini-marchas no cais de Gaia, tem MUITAS pessoas na rua, tem muitos martelinhos, tem muita alegria, tem muita bebida, muita música. Mas acima de tudo tem um fogo de artifício muito bonito.
Fiquei agradavelmente impressionado com o espectáculo pirotécnico deste ano.
Depois do fogo mergulhei numa multidão de gente que se entre-empurravam para conseguir chegar a algum lado. (lembrou-me os velhos dias se Serenata académica).
Nos meus momentos de completa estupidez só me lembrava de começar a gritar "com este governo é só a andar para trás" e começar a caminhar em marcha trás. HAHAHAHA imaginem a confusão. HAHAHA
Aqui fica uma foto da multidão (fonte: google imagens)
Quando cheguei a uma clareira e finalmente pude respirar dei conta de que me tinham roubado a carteira...
É verdade... mas enfim, como naquele momento não podia fazer nada há que continuar a noite e as marteladas hahahaha.
Quando estava a voltar para casa ainda passei pela esquadra, mas a minha carteira não estava lá.
Hoje precisei de ir a loja do cidadão mas decidi passar pela esquadra da PSP primeiro...
Surpresa! A carteira estava lá, foi-lhe entregue hoje poucos minutos antes de eu lá ir. Tinha todos os documentos e papeis inúteis e tinha ainda 0,21€. Os ladrões foram selectivos ficaram apenas com 20€ e... um pin da JCP!!!! =|
Só espero que isso os ajude a votar melhor nas próximas Eleições.
O meu contacto com Saramago foi já tardio, tinha eu 18/19 anos quando li "Ensaio sobre a cegueira", acreditem quando vos digo que de todos os livros que li esse foi aquele que mais me impressionou...ainda mais naquela altura em que (considero hoje), era ainda muito inocente nas coisas da vida.
Passaram-se anos até ler o próximo livro dele, no entanto, nos anos que se seguiram, imagens desse livro foram constantes na minha mente nas mais variadas situações...
Não é incrível que um livro possa marcar tanto uma pessoa. Mas é raro! Ainda mais raro é quando um livro não marca apenas uma pessoa mas um grande grupo delas. É frequente encontrar quem partilhe comigo esta mesma reacção.
Mais do que isso, é frequente encontrar quem, por muito menos que um prémio Nobel, se ache superior a todo os outros. Ele, pelo contrário, sempre se manteve simples... Lembro-me do seu discurso em 1998 em que perante tal noticia e tal momento de grandeza, Saramago, falou dos seus avós... analfabetos, pastores, agricultores, pessoas simples mas que criaram uma pessoa excepcional demonstrando assim que a grandeza das pessoas não está nos seus estudos ou no seu dinheiro mas nos seus princípios e na sua natureza.
Saramago, ele próprio não frequentou estudos superiores, mas foi Doutor "Honoris Causa" nas mais variadas Universidades por todo o mundo fora: Universidade de Turim (Itália), 1991. ›Universidade de Sevilha (Espanha), 1991. Universidade de Manchester (Inglaterra), 1994 Universidade de Castilha-la-Mancha (Espanha), 1997
Universidade de Évora (Portugal), 1999
Universidade de Nottingham (Inglaterra) , 1999
Universidade de Porto Alegre (Brasil), 1999
Universidade de Minas Gerais (Brasil) , 1999
Universidade de Santa Catarina (Brasil) , 1999
Universidade de Rio de Janeiro (Brasil) , 1999
Universidade de Massachusetts (EUA) , 1999
Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (Espanha) , 1999
Universidade Pontifícia de Valência (Espanha) , 1999
Universidade de Rio Grande do Sul (Brasil), 1999
Universidade de Fluminense (Brasil) , 1999
Universidade de Michel de Montaigne (França), 1999
Universidade de Salamanca (Espanha), 2000
Universidade de Santiago do Chile (Chile) , 2000
Universidade do Uruguai (Uruguai) , 2000
Universidade de Granada (Espanha) , 2001
Universidade Carlos III (Espanha) , 2001
Universidade de Roma (Itália) , 2001
Universidade de Stranieri de Siena (Itália) , 2002
Universidade Autónoma do México (México) , 2003
Universidade de Tabasco (México) , 2003
Universidade de Buenos Aires (Argentina) , 2003
Universidade Charles de Gaulle (França) , 2004
Universidade de Alicante (Espanha) , 2004
Universidade de Coimbra (Portugal) , 2004
Universidade de Brasília (Brasil) , 2004
Universidade de Edmonton (Canadá) , 2005
Universidade Nacional de El Salvador (El Salvador) , 2005
Universidade Nacional de São José da Costa Rica (Costa Rica) , 2005
Universidade de Estocolmo (Suécia) , 2005
Universidade de Dublin no Bloomsday (Irlanda) , 2006
Universidade Autónoma de Madrid, 2007
É engraçado que antes de ganhar o prémio nenhuma Universidade Portuguesa o destingiu com o Doutoramento Honoris Causa...
Engraçado, um dia disseram-me que Saramago é um dos poucos prémios Nobel que continua a escrever depois do prémio. A maioria deles simplesmente deixa de escrever (pressão? talvez). O que é facto é que ele, como pessoa simples manteve a simplicidade e, com isso, a produção literária. =D
"É preferível emprego precário a não haver emprego"...... Diz o Marcelo Rebelo de Sousa em apoio à sugestão de PPC para aumentar a precaridade, desculpem, flexibilidade dos contratos de trabalho a termo!
Em resposta eu cito o jornal I : O emprego criado em 2010 já foi maioritariamente conseguido via contratos a prazo, e ainda assim o país regista a terceira maior incidência na OCDE deste tipo de contratos entre os jovens dos 15 aos 24 anos.
Segundo dados do INE, nos primeiros três meses do ano o número de contratos a prazo subiu em termos homólogos mais de 7%, em contraste com a redução de 3% no número de contratos sem termo - ou seja, as empresas parecem tirar já partido da flexibilidade oferecida pela contratação a prazo, o que não tem impedido a subida do desemprego para níveis recorde.
"Não há quem contrate pessoas por causa dessa pequena alteração - para contratar é porque se está a vender, a ter mais negócio e a investir. (...) com mais crescimento económico"
Entre final de 2006 e final de 2009, a população de pessoas a recibo verde aumentou 20% - hoje são 81,5 mil dos quais 44% são licenciados, a maioria jovens.
Ainda assim: EXCLUINDO todas as pessoas que se encontram com contratos de 6 meses e salários abaixo do salário mínimo. EXCLUINDO todos os bolseiros (estima-se que existam 10310 bolseiros financiados pela FCT e mais uns quantos mil a trabalharem gratuitamente) EXCLUINDO todos os trabalhadores a recibos verdes EXCLUINDO os que estão inscritos em cursos de formação financiados pelo IEFP EXCLUINDO outros quantos que não estando inscritos no centro de emprego, também estão desempregados (maioritariamente jovens recém-licenciados e habitantes do interior do país)
SOMOS MAIS DE 500 000 DESEMPREGADOS = 0,5% da população PORTUGUESA mais de 10% da POPULAÇÂO ACTIVA!!!!
E a nódoa do Pedro Paços Coelho e do Marcelo ainda acham que é assim que o problema se resolve... VALHA-NOS DEUS
A empresa onde trabalho é apologista desse novo conceito de oferecer aos trabalhadores dias de actividades colectivas para fomentar o trabalho de equipa...
Eu cá tenho as minhas reticências quanto a isto... apesar de não ter nada contra, julgo que a verdadeira satisfação dos empregados deve passar primariamente por assegurar todos os seus direitos e lhes dar as melhores condições de trabalho possíveis como: horários de trabalho, salário, equipa de trabalho, suporte social, progressão na carreira, locais de alimentação adequados, cresces para os filhos dos empregados ou algum apoio a esse nível... enfim
É verdade que na minha empresa eu encontro muito do que descrevi em cima, mas como nada é perfeito há também coisas a melhorar...
Contudo parece que os chefes não pensam exactamente como eu e, para eles, a satisfação dos empregados passa por oferecer um dia de descanso a cada ano de trabalho.... (obviamente que lhes sai muito mais barato...)
Assim, na terça-feira lá fomos nós (durante o horário de trabalho) para mais um dia de "Team building activities".
Eu Acredito...
... no Amor,
... na Amizade,
... na dedicação,
... nas pessoas,
... no futuro,
... na boa vontade,
... na vontade humana,
... na verdade,
... na história,
... na fidelidade,
... na família,
... na partilha,
... na beleza de um recém-nascido,
... na vida,
... nas crianças,
... na música,
... na arte,
... na poesia,
... no calor do sol,
... na luz da lua,
... no mar
... ... ....
No entanto, eu não acredito na Mentira.
Eu não acredito numa instituição que move milhões de pessoas, que tem influência sobre milhões de pessoas, de estados, de sociedades e de outras instituições supra-nacionais e usa esse poder para manipular mentalidades, para espalhar doenças, para mudar a história mundial, para enriquecer mais e mais a custa de um povo emerso em dificuldades e sacrifícios.
Eu não acredito numa instituição que nega o holocausto, que matou milhões de pessoas só porque pensavam diferente, que incentiva o não-uso do preservativo em países com taxas de HIV escandalosamente elevadas, que encobre a pedofilia, que distribui uma sopa simbólica por quem tem fome enquanto guarda os maiores tesouros para si, que condena quem pensa pela própria cabeça, que discrimina pessoas só porque amam outras do mesmo sexo, que prefere destruir conhecimento só porque contradiz uma velha história escrita à mais de 2000 anos, que defende o ensino do criacionismo em detrimento do evolucionismo, que castiga crianças só porque não foram baptizadas (ainda que elas não saibam o que isso é), que assusta crianças inocentes com histórias de dor eterna, que incita a guerra religiosa, que alimenta o ódio e o sofrimento de milhares de pessoas na Jordânia...
Eu acredito nas pessoas e eu acredito que mais cedo ou mais tarde elas verão o que eu vejo hoje. Não tentarei impor visões, partilharei apenas o meu ponto de vista expondo o que muitos outros não expõem.
Destaco: "Foram tantas mulheres e tantos homens que dedicaram a sua vida a lutar contra um poder fascista que roubava direitos básicos, que impunha pobreza, que tinha como objectivo formar um povo ignorante e fragilizado, que manipulava formas e conteúdos de expressão, que vigiava e perseguia, que usava prisão política e tortura e morte, que condenava os jovens deste país à guerra, onde tantos deixaram de ter futuro."
"Estamos no futuro de então. Passaram 36 anos.
O 25 de Abril abriu a porta deste país para uma grandiosa e fascinante oportunidade de progresso e de desenvolvimento, cujos direitos e instrumentos foram consubstanciados na Constituição da República Portuguesa, em 1976, tendo em vista a construção de um país livre, mais justo e mais fraterno. Uma das Constituições mais avançadas em termos de direitos, porque ela dita, por exemplo, assim: todos têm direito ao trabalho e para isso o Estado tem que executar políticas de pleno emprego e promover a segurança no emprego; todos têm direito à protecção da saúde e por isso o Estado tem que garantir uma eficiente cobertura médica e hospitalar de todo o país; todos têm direito a uma habitação condigna, garantindo-se uma adequada rede de transportes e de equipamentos sociais envolventes; todos têm direito a um ambiente de vida humana sadio e ecologicamente equilibrado, determinando a Constituição que a prevenção e o controlo da poluição é a forma de o assegurar; todos têm direito à educação e à cultura e por isso ao Estado compete estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino; e é ao sistema fiscal que compete a justa e igualitária repartição da riqueza.
Alguém, que defenda uma sociedade fraterna, solidária, de dignificação das pessoas, terá a coragem de dizer que quaisquer destes princípios fundamentais enunciados na nossa Constituição são injustos? Que são descabidos? Que são inapropriados? Que se deve prescindir deles? Certamente que não.
Mas perguntemos, agora, de outra forma: estes princípios fundamentais enunciados na nossa Constituição estão concretizados, ou estão a ser concretizados? Também certamente que não.
O que falha, então? Se não nos faltam excelentes princípios orientadores da nossa formação social, o que tem falhado é uma vontade e uma determinação política, na concretização destes objectivos, por parte de quem se tem alternado durante estas décadas no poder. Esta é a resposta óbvia e evidente, por mais que a procurem negar."
"Há democracias e democracias. É que as democracias não se medem só pelo direito de votar. Medem-se também pela eficácia da prevenção e do combate a fenómenos tão cruéis para a sociedade, como a corrupção, com a qual somos confrontados vezes de mais. E medem-se pelo resultado das políticas que são executadas e do que daí se proporciona em termos de oportunidades e de garantia de qualidade de vida para os cidadãos."
"Pergunta-se, então: precisamos de um novo 25 de Abril? Não, não é isso que está em causa. O que precisamos é de retomar urgentemente o nosso 25 de Abril, as suas conquistas, os seus direitos, a sua determinação, a sua certeza de querer construir uma sociedade solidária.
Se há coisa que o 25 de Abril demonstrou é que o povo português não é um povo resignado. Não vale a pena construírem-nos inevitabilidades, porque é certo e sabido que há sempre outros caminhos por onde optar, e é certo e sabido que os caminhos que nos têm feito percorrer não são aqueles que nos gerarão a felicidade, o bem-estar, a qualidade de vida, o desenvolvimento harmonioso e equilibrado com que Abril nos fez sonhar. E como nos lembrou António Gedeão, sonhar não é utopia, sonhar é pôr o mundo a avançar."
Dá-me esperança conhecer pessoas que reconhecem estas injustiças e apostam num futuro melhor através da intervenção junto da população, amigos, família, emprego, ou simplesmente passando o sentimento de esperança e crença num mundo melhor.
Pessoas como o Nuno que durante toda uma vida viveram lutando contra a injustiça diária. Que sempre intervieram junto dos responsáveis para que outros conseguissem obter melhores condições de vida...
Sonho um dia ser assim! Seria bom que mais pessoas fossem assim.
Agissem mais pelo "nós" e menos no "eu". Prestassem atenção no que se passa em Portugal, e não só em sua casa, mas na sua rua, localidade, cidade, região. E que vissem para além de estradas, rotundas e centros comerciais, vissem as condições sociais dos seus vizinhos, a qualidade da educação e do sistema de saúde, a quantidade e qualidade do emprego em Portugal - para além do seu gabinete - a oferta cultural, a justa distribuição da riqueza nacional.
Um dia terei filhos... e eles hão-de ser assim... (espero)